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Fracassei, e agora?

A relação não vai bem.
No trabalho, você não se sente valorizada.
Atividade física e dieta sem constância.
No espelho, um corpo cheio de “defeitos” para corrigir.
Os boletos parecem se multiplicar—até quando o dinheiro vai dar?
No grupo de mães, mais um lembrete de que você nunca faz o suficiente.

Fracasso.
Essa palavra pesada, difícil até de pronunciar, é o que costura todas essas situações.
E no final dessa costura está você.

Exausta.
Se culpando.
Buscando uma solução rápida para sair desse ciclo de insatisfação.

Talvez eu vá te decepcionar. Talvez você pare de ler aqui.
Mas, se fizer isso, pode acabar acumulando mais uma sensação de que não termina nada que começa.

Procrastinadora.
Esse é apenas um rótulo que aquela voz na sua cabeça te impõe, né?

Aquela voz que vive te lembrando do que falta.
Todas nós temos essa voz.

O problema é que nunca nos ensinaram a fracassar.
Pior: nos fizeram acreditar que o sucesso constante é possível—e o feed do Instagram está aí para “provar” isso.

Mas é mentira.

O antídoto para o fracasso não é o sucesso.
Também não é pensar positivo ou ser grata por ter fracassado.

O verdadeiro antídoto para o fracasso é algo bem diferente.

É dar espaço para a sua dor sem se afogar nela.

É uma emoção que não tem os holofotes da gratidão, mas tem um poder imenso de transformação.

Pensa comigo: você não diria a um corredor lesionado para correr uma maratona, certo?
Então por que continua correndo atrás do sucesso mesmo estando exausta?

Talvez tenha passado pela sua cabeça: “mas eu tenho escolha?

Tem.
Só que talvez ainda não tenha sido apresentada a ela.

Depois de muitos fracassos que me fizeram duvidar de mim mesma—e de atender dezenas de mulheres presas nessa mesma sensação—me dediquei a estudar a emoção capaz de mudar essa voz crítica que ecoa em nós.

No próximo post, eu te conto sobre ela.

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