Pular para o conteúdo

Desconecte-se para Conectar-se: Um Convite a Redescobrir o Mundo Real

Recentemente tive o prazer de participar de uma matéria especial do O GLOBO intitulada “Tem uma relação tóxica com o celular? Saiba como recriar uma rotina feliz longe dele”. Na entrevista, compartilhei minha própria trajetória de redescoberta do mundo real e ofereci dicas práticas para quem deseja retomar o controle do uso do celular.

Tem dias em que a gente só quer “dar uma olhadinha” no celular… e quando vê, já passou uma hora pulando de uma notificação para outra, com a cabeça girando entre posts, áudios, mensagens e vídeos curtos. A sensação de estar ocupado o tempo todo, mas sem realmente realizar nada, virou um mal-estar moderno, e silencioso. A questão não é mais “se” estamos dependentes do celular, mas como estamos lidando com isso.

Nosso cérebro, naturalmente curioso e em busca de recompensas rápidas, se vicia fácil nos estímulos que as telas oferecem. E não é à toa: cada curtida, notificação ou nova aba aberta aciona pequenas doses de dopamina. O problema é que esse ciclo constante de estímulo, sem pausas, drena nosso foco, afeta a memória e mina a nossa criatividade. Perdemos o gosto pelo silêncio, pela pausa e pelo tédio, que são, curiosamente, onde as boas ideias nascem.

Foi quando percebi isso em mim, na irritabilidade, na falta de concentração, no corpo agitado mesmo em momentos de descanso, que algo acendeu. Eu precisava respirar. Precisava voltar pra mim. Foi aí que a prática da atenção plena, o famoso mindfulness, entrou como um verdadeiro resgate. Não como um método mágico ou fórmula perfeita, mas como um treino diário de observar, respirar e escolher. Escolher não desbloquear o celular no impulso. Escolher não me afogar no barulho digital quando o que eu realmente precisava era de silêncio interior.

Não se trata de largar o celular para sempre. até porque ele é ferramenta, é trabalho, é ponte. Mas sim de aprender a usá-lo com consciência, sem que ele tome as rédeas da nossa rotina. Hoje, deixo as notificações desativadas, limito meu tempo nas redes sociais e cuido com carinho do que consumo ali. Faço isso por mim e, cada vez mais, incentivo também as mulheres e casais que acompanho a criarem espaços de conexão com o mundo real.

Redescobrir o sabor de um café tomado em silêncio, sentir o tempo passar devagar num banho demorado, se perder (e se encontrar) nas páginas de um livro ou até simplesmente ficar sem fazer nada olhando pro céu. Tudo isso parece pequeno, mas é revolucionário no tempo em que vivemos. O celular vai continuar ali, mas a gente pode escolher não estar lá o tempo todo.

Se esse texto tocou você de alguma forma, eu quero te convidar a continuar refletindo. Compartilhei mais sobre esse tema na minha participação em uma matéria especial do O GLOBO, onde falo sobre minha própria relação com o celular, os sinais que meu corpo deu, e como hoje ajudo outras pessoas a se reconectarem com a vida real.

👉 Leia aqui a matéria completa no O GLOBO: “Tem uma relação tóxica com o celular? Saiba como recriar uma rotina feliz longe dele”.

Seu tempo é precioso demais para ser gasto no automático. Cuide da sua presença. ela é seu maior poder.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *