Essa foi a pergunta que levei a um grupo de mulheres muito especiais: profissionais da limpeza urbana, que todos os dias cuidam da nossa cidade com dedicação e pouco reconhecimento.
Foi uma palestra diferente. Intensa. Emocionante. Porque ali, naquele auditório, estavam mulheres que acordam cedo, enfrentam o sol, a chuva, o cansaço, e mesmo assim seguem cuidando de tudo e de todos. Mas… e delas mesmas?
Comecei contando um pouco da minha história, do que aprendi com as mulheres mais velhas da minha comunidade. Mulheres que davam conta de tudo, menos de si. E perguntei: “Tem alguém aqui que está cuidando de todo mundo… e se deixando pra depois?”
A reação foi imediata. Olhos marejados, risos tímidos, sorrisos cúmplices. E então começamos a praticar. Porque autocuidado não é sobre luxo, é sobre lembrar que a gente importa.
Conduzi práticas simples de autocuidado emocional, baseadas na Psicologia Positiva e no Mindfulness. Pequenos gestos de amor-próprio que cabem na rotina. Respirar, agradecer, se abraçar, reconhecer o que temos de bom.
Tivemos também a presença linda de alunos do Colégio Municipal Luiz Palmeira. Eles estavam ali para aprender sobre respeito, gratidão e o valor de cada pessoa que contribui para o bem-estar coletivo. Foi lindo ver o encontro de gerações e a troca de olhares de admiração.
Confesso que saí de lá transformada. Porque levar meu trabalho a mulheres que muitas vezes não têm acesso à psicoterapia é algo que me move profundamente.
Eu sigo acreditando que quando uma mulher se escuta, se fortalece e se ama, ela muda não só a própria vida, ela transforma tudo ao redor.
Essa é a missão que levo comigo: fortalecer conexões humanas a partir do amor, da escuta e do cuidado.
E esse encontro foi mais uma semente plantada nesse caminho. 🌱💛